Apófis
Apófis, a grande serpente do caos na mitologia egípcia
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Egito Antigo(Egito)Origens Míticas de Apófis
Apófis surge das águas primordiais de Nun na cosmogonia egípcia antiga, encarnando o caos sem forma anterior à criação ordenada por Atum-Ra. Textos como os Textos das Pirâmides o descrevem como uma entidade eterna sem forma definida, oposta ao princípio solar que estabelece o maat ou ordem cósmica. Sua existência precede os deuses organizados e representa a ameaça constante de dissolução do universo.
Papel Cósmico e Rivalidade com Rá
Cada noite Apófis ataca o barco solar de Rá durante sua jornada pelo submundo, tentando mergulhar a luz em trevas eternas. O deus Set, em seu papel de defensor, combate a serpente com lança e magia para garantir o amanhecer. Esta batalha repetida mantém o ciclo diário e simboliza a luta perpétua entre ordem e caos na mitologia egípcia.
Simbologia do Caos e da Serpente
Apófis simboliza as forças desordenadas que ameaçam o equilíbrio universal, representado como uma gigantesca serpente sem membros para enfatizar sua natureza sem forma e devoradora. Sua derrota ritual em textos funerários garante a continuidade do ciclo solar e protege o falecido no além. Esta figura influenciou concepções posteriores do mal cósmico em tradições vizinhas.
O ritual do derrubamento
O perigo que Apófis representava era tão constante que os egípcios desenvolveram uma liturgia para o combater: o Livro do Derrubamento de Apep, conservado sobretudo no papiro Bremner-Rhind. Todos os dias, nos templos, os sacerdotes fabricavam figuras da serpente em cera e papiro, cuspiam nelas, pisavam-nas, apunhalavam-nas e queimavam-nas, recitando esconjuros que enumeravam e anulavam os seus nomes secretos. Os eclipses, as tempestades e as águas turvas interpretavam-se como sinais de que Apófis estivera prestes a vencer. Ao contrário dos demais inimigos do panteão, nunca podia ser destruído por completo: derrotado a cada amanhecer, renascia a cada anoitecer, pois encarnava o caos primordial (isfet) que a criação não elimina, mas contém. Os textos funerários reproduziam estes esconjuros para proteger também o defunto durante a sua viagem noturna pelo Duat.
Também conhecido como
Relíquias
🏺 Escamas do Caos
Escamas da serpente Apófis, encarnação do caos que a cada noite ameaça engolir o sol.
Simbologia
Elemento
Caos
Número
1
Cor
Preto
Animais
Serpente Apofis
Sigilos:
🏷️ Tracos
Poderes
Fraquezas
Comportamento
Resistencias
🔗 Relacoes com outros seres
🗺️No Atlas
Viaja pelo mundo de origem dos seres e o cosmos das suas dimensões.
📜 Mitologias
A mitologia egípcia desenvolveu-se no antigo Egito ao longo de mais de três milênios, desde o período pré-dinástico até a época romana, e esteve estreitamente vinculada à civilização que habitava as margens do Nilo. Suas crenças baseavam-se em uma cosmovisão em que a ordem cósmica, representada pelo conceito de maat, era mantida graças à ação dos deuses e ao cumprimento de rituais por parte dos humanos. O panteão egípcio incluía numerosas divindades locais e nacionais, entre as quais se destacavam Rá, associado ao sol e à criação, e Osíris, deus da ressurreição e do submundo, junto a outras figuras como Ísis, Hórus, Set e Amom. As narrativas mitológicas explicavam a origem do mundo, o ciclo diário do sol e o destino da alma após a morte, integrando elementos da natureza do vale do Nilo e da observação astronômica. Os textos funerários, como o Livro dos Mortos, e os relevos dos templos constituem as principais fontes para o conhecimento dessas crenças. Embora o culto oficial tenha decaído com a cristianização do Egito, a mitologia egípcia exerceu uma influência duradoura na arte, na literatura e no imaginário ocidental, e continua sendo objeto de estudo na egiptologia.
Fontes
Papiro Bremner-Rhind (Livro do Derrubamento de Apep)
Anónimo (sacerdócio tebano) · c. 310 a.C.
Papiro egípcio ptolemaico que conserva o Livro do Derrubamento de Apófis, com os encantamentos diários para destruir a serpente do caos.
Livro dos Mortos
Anônimo · c. 1550 a.C.
Compilação de feitiços funerários do antigo Egito usada desde o Reino Novo.
Textos dos Sarcófagos
Unknown · c. 2000 a.C.
Textos funerários egípcios inscritos em sarcófagos do Reino Médio.
Perguntas frequentes
Como Apófis surge na cosmogonia egípcia?
Apófis emerge das águas primordiais de Nun como a encarnação do caos anterior à criação ordenada.
Que papel Set desempenha contra Apófis?
Set combate Apófis cada noite com lança e magia para defender o barco solar de Rá e garantir o amanhecer.
O que Apófis simboliza na mitologia egípcia?
Apófis representa as forças do caos desordenado que ameaçam o equilíbrio cósmico e o ciclo solar diário.
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