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Empusa

Empusa, espectro ctónico de Hécate com uma perna de bronze e uma perna de esterco de asno

Curadoria deCriado em

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GréciaGrécia Antiga(Grécia)
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Classificação
Tentadora SúcuboNv. 75
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Hierarquia
Governantes DemoníacosNv. 90

Origens míticas de Empusa

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Empusa é um espectro do séquito de Hécate, a deusa das encruzilhadas, da magia e da lua escura. Diferentemente dos grandes monstros gregos, não protagoniza nenhum mito: pertence à classe de aparição que se invoca para assustar, a que as mães e as amas nomeavam diante das crianças junto a Lâmia e Mormo. A fonte mais antiga que a menciona é As Rãs de Aristófanes, do ano 405 antes da nossa era, onde Dionísio e seu escravo Xântias creem vê-la no caminho ao submundo e o deus se aterra até o ridículo. Harpocrácio, em seu léxico, a define como um fantasma enviado por Hécate, e essa filiação é o que lhe dá rango: não atua por conta própria, mas a manda a deusa.

A perna de bronze e o disfarce

Seu traço iconográfico obrigatório é a assimetria das pernas: uma de bronze e outra de asno, detalhe grotesco que a delata por mais bela que seja a forma que adote. Aristófanes a faz mudar de aspecto a cada verso, primeiro boi, depois mula, depois mulher belíssima, e essa instabilidade é sua verdadeira natureza. A versão mais elaborada conta-a Filóstrato na Vida de Apolônio de Tiana: o jovem Menipo se prometeu com uma mulher riquíssima que o cumula de banquetes e palácios, e Apolônio, convidado ao casamento, descobre que tudo é ilusão e que a noiva é uma empusa que engordava o rapaz para devorá-lo. Basta que o sábio diga a verdade em voz alta para que o ouro se desvaneça e a criatura confesse entre lágrimas.

Poderes, defesas e descendência

Os poderes de Empusa são os da sedução e do engano: muda de forma à vontade, fabrica ilusões sólidas ao tato e escolhe por vítima o homem jovem ao qual pode esvaziar devagar. Suas defesas são escassas, e aí está o interessante: afasta-se com insultos, porque não suporta a zombaria, e dissolve-se ante a verdade dita em voz alta ou ante a primeira luz da aurora. Essa combinação de beleza fingida, apetite de sangue e vulnerabilidade ao amanhecer converte Empusa no antecedente grego mais nítido da vampira sedutora, um arquétipo que reaparece na lâmia medieval, na noiva de Corinto de Goethe e, por essa via, em toda a literatura vampírica do século XIX.

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Relíquias

🏺 Tocha Ctónica de Hécate

🏺 Chave das Encruzilhadas

Simbologia

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Elemento

Terra e Fogo

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Número

2

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Cor

Bronze Ardente, Rosa Juvenil, Cinza

🦁

Animais

Mula, Touro, Burro, Coruja Noturna, Cão Negro

Sigilos:

Perna de BronzePerna de Estrume de BurroTocha de Hécate

🏷️ Tracos

Poderes

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Fraquezas

🧠

Comportamento

🛡️

Resistencias

🗺️No Atlas

Viaja pelo mundo de origem dos seres e o cosmos das suas dimensões.

📜 Mitologias

📍 Grécia Antiga
📅 c. 800-146 a.C.

A mitologia grega desenvolveu-se na Grécia Antiga a partir da Idade do Bronze tardia e alcançou sua forma mais elaborada durante os períodos arcaico e clássico, entre os séculos VIII e IV a.C. Surgiu entre os povos helênicos que habitavam a península grega, as ilhas do Egeu e as costas da Ásia Menor, e transmitiu-se principalmente por meio da poesia oral de Homero e Hesíodo, bem como de tradições locais recolhidas em santuários e festivais. Sua cosmovisão apresenta um universo ordenado por uma hierarquia de divindades que intervêm nos assuntos humanos e naturais, com o Olimpo como morada dos deuses principais e o Hades como destino dos defuntos. As divindades centrais incluem os doze olímpicos, encabeçados por Zeus, deus do céu e soberano, junto com Hera, Poseidon, Atena, Apolo, Ártemis, Afrodite, Ares, Hefesto, Hermes, Deméter e Dionísio. Antes deles, os titãs, entre os quais se destacam Cronos e Réia, governaram o cosmos até serem depostos pelos olímpicos na Titanomaquia. Outras entidades importantes são as musas, as ninfas, os ciclopes e as moiras, que encarnam forças cósmicas e destinos. Esta tradição exerceu uma influência duradoura na literatura, na arte e no pensamento de Roma, no Renascimento europeu e na cultura ocidental posterior, fornecendo motivos, personagens e estruturas narrativas que perduraram na filosofia, na astronomia e nas artes até a atualidade.

Fontes

📚

As Rãs

Aristófanes · -405

Comédia de Aristófanes que menciona Empusa na descida ao Hades.

📚

Léxico dos Dez Oradores

Harpocración · 150

Léxico de Harpocrácio que define Empusa como espectro infernal de Hécate.

📚

Vida de Apolônio de Tiana

Filóstrato · 220

Biografia de Filóstrato que narra o episódio da empusa em Corinto.

Perguntas frequentes

Quem é Empusa e de quem depende?

É um espectro do séquito de Hécate, deusa das encruzilhadas e da magia. Não atua por conta própria: Harpocración a define como uma aparição que a deusa envia. Pertence à classe de criaturas com as quais se assustavam as crianças, junto a Lamia e Mormo, mais que ao catálogo dos grandes monstros gregos.

Por que ele tem uma perna de bronze e outra de asno?

É seu traço obrigatório e o que a delata por mais bela que seja a forma que adote. A assimetria grotesca funciona como assinatura: por muito que mude de aspecto (Aristófanes a faz passar de boi a mula e a mulher belíssima em poucos versos), as pernas a descobrem. Essa instabilidade de forma é sua verdadeira natureza.

Como a desenmascarou Apolônio de Tiana?

Filóstrato conta que o jovem Menipo ia casar-se com uma mulher riquíssima que o colmava de palácios e banquetes. Apolônio, convidado ao casamento, disse a verdade em voz alta e todo o ouro se desvaneceu: a noiva era uma empusa que engordava o rapaz para devorá-lo, e acabou confessando-o entre lágrimas.

Como se afugenta uma empusa?

Com insultos, curiosamente: não suporta a burla e foge lançando um chillido. Também se dissolve ante a verdade dita em voz alta e ante a primeira luz da aurora. Essa combinação de beleza fingida, apetite de sangue e vulnerabilidade ao amanhecer a converte no antecedente grego mais nítido da vampira sedutora.

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Bestiarypedia. (2026, July 21). Empusa. Bestiarypedia. https://bestiarypedia.com/pt/beings/empusa-hecate-spectre

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Última atualização: 21 de jul. de 2026