Osíris, Senhor dos Mortos
Osiris, Senhor dos Mortos e deus da ressurreição na mitologia egípcia
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Egito Antigo(Egito)🔄 Linha de Transformação (Fase 2 de 2)
O soberano do além
Esta é a forma de Osiris como senhor do Duat, o submundo egípcio, na qual se converteu após sua morte e ressurreição. Segundo o mito, cujo relato mais completo transmite Plutarco, Osiris foi rei civilizador do Egito até que seu irmão Set o assassinou e esquartejou; sua esposa Ísis reuniu os fragmentos de seu corpo e, com a magia funerária e a primeira mumificação (obra de Anúbis), lhe devolveu uma forma de vida. Mas Osiris não regressou ao mundo dos vivos: ressuscitado, converteu-se em soberano do reino dos mortos e em juiz supremo das almas. Mumificado, entronizado e portando as insígnias da realeza (o cajado heka e o flagelo nejej), encarna a vitória sobre a morte e a promessa de uma vida eterna que todo defunto egípcio aspirava a compartilhar.
O julgamento do Duat
Como senhor do Duat, Osiris preside a Sala das Duas Verdades, onde se decide o destino de cada alma na cerimônia da pesagem do coração (psicostasia), descrita e ilustrada no Livro dos Mortos. O coração do defunto é colocado em um prato da balança e a pena de Maat, símbolo da verdade e da justiça, no outro; Anúbis manipula o fiel e Tot registra o veredicto diante de um tribunal de quarenta e dois juízes. O defunto pronuncia a «confissão negativa», declarando as faltas que não cometeu. Se o coração resultar leve, é declarado «justo de voz» (maa-jeru) e acede aos Campos de Iaru, um paraíso de abundância; se pesa por suas culpas, devora-o Ammit, a Devoradora, e a alma sofre a segunda morte, a aniquilação definitiva. Nos textos funerários, o defunto se identifica com o deus e é chamado «Osiris N.», antepondo seu nome ao do soberano dos mortos.
Culto e legado
O culto funerário de Osíris foi um dos mais importantes e duradouros do antigo Egito, com seu centro principal em Abidos, onde se celebravam mistérios que rememoravam sua paixão, morte e triunfo sobre o túmulo. Sua iconografia (o corpo envolto como uma múmia, a pele verde ou negra que remete à regeneração e ao limo fértil do Nilo, e a coroa atef) o identifica de imediato como senhor do além. A esperança na ressurreição osiriana, antes reservada aos reis e depois «democratizada» a todos os defuntos, moldou durante milênios os ritos de mumificação e os textos funerários egípcios. Na época helenística e romana, sua figura se difundiu pelo Mediterrâneo associada aos mistérios de Ísis, e seu mito do deus que vence a morte tem continuado a fascinar o estudo das religiões antigas como um dos grandes arquétipos de morte e renascimento.
Também conhecido como
Relíquias
🏺 Cetro e Flagelo
🏺 Coroa Atef
Simbologia
Elemento
Terra Fértil
Número
14
Cor
Verde e Preto
Animais
Touro
Sigilos:
🏷️ Tracos
Poderes
Fraquezas
Comportamento
Resistencias
🔗 Relacoes com outros seres
🗺️No Atlas
Viaja pelo mundo de origem dos seres e o cosmos das suas dimensões.
📜 Mitologias
A mitologia egípcia desenvolveu-se no antigo Egito ao longo de mais de três milênios, desde o período pré-dinástico até a época romana, e esteve estreitamente vinculada à civilização que habitava as margens do Nilo. Suas crenças baseavam-se em uma cosmovisão em que a ordem cósmica, representada pelo conceito de maat, era mantida graças à ação dos deuses e ao cumprimento de rituais por parte dos humanos. O panteão egípcio incluía numerosas divindades locais e nacionais, entre as quais se destacavam Rá, associado ao sol e à criação, e Osíris, deus da ressurreição e do submundo, junto a outras figuras como Ísis, Hórus, Set e Amom. As narrativas mitológicas explicavam a origem do mundo, o ciclo diário do sol e o destino da alma após a morte, integrando elementos da natureza do vale do Nilo e da observação astronômica. Os textos funerários, como o Livro dos Mortos, e os relevos dos templos constituem as principais fontes para o conhecimento dessas crenças. Embora o culto oficial tenha decaído com a cristianização do Egito, a mitologia egípcia exerceu uma influência duradoura na arte, na literatura e no imaginário ocidental, e continua sendo objeto de estudo na egiptologia.
Fontes
Livro dos Mortos
Anônimo · c. 1550 a.C.
Compilação de feitiços funerários do antigo Egito usada desde o Reino Novo.
Textos das Pirâmides sobre Osíris
Sacerdotes de Unas · c. 2350 a.C.
Passagens dos Textos das Pirâmides (c. 2350 a.C.), os mais antigos feitiços funerários egípcios, gravados em câmaras reais do Império Antigo. Associam o faraó morto a Osíris, deus ressuscitado do além, e invocam Ísis, Néftis, Set e Hórus.
Perguntas frequentes
Como é descrita a origem mítica de Osíris nos Textos das Pirâmides e nos Textos dos Sarcófagos?
Osíris emerge nos Textos das Pirâmides como uma divindade primordial ligada à fertilidade do Nilo e ao ciclo da vegetação. Seu mito central narra como ele foi rei do Egito antes de ser assassinado por seu irmão Set. Esta narrativa se consolida nos Textos dos Sarcófagos onde se enfatiza seu papel como senhor da ressurreição.
Que funções exerce Osíris como juiz do tribunal do Duat?
No Duat, Osíris preside o tribunal dos mortos, onde Anúbis pesa o coração do falecido contra a pena de Maat. Os justos acedem aos Campos de Iaru, um paraíso de abundância eterna; os impuros são devorados por Ammit. Esta função judicial consolida Osíris como garante da ordem cósmica e da justiça após a morte.
Que relações familiares e míticas Osíris mantém com Set, Ísis e Anúbis na tradição egípcia?
Osíris foi assassinado por seu irmão Set antes de ser ressuscitado. Anúbis pesa o coração dos falecidos no tribunal presidido por Osíris. Os rituais funerários invocam seu nome para assegurar a passagem segura ao além.
Que simbolismo cultural e legado Osíris deixa nas tradições do Mediterrâneo antigo?
Osíris encarna o ciclo eterno de morte e renascimento influenciando profundamente a agricultura egípcia os ritos funerários e a concepção da vida após a morte. Seu culto se estendeu além do Egito impactando tradições helenísticas e romanas. Como símbolo de esperança e regeneração sua figura inspira mitos posteriores sobre deuses que vencem a morte.
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