Paimon
Paimon, rei da Ordem dos Goetia e senhor de duzentas legiões infernais
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Origens Míticas de Paimon na Demonologia Goética
Paimon surge como um dos setenta e dois reis demoníacos enumerados na Ars Goetia, seção central da Chave Menor de Salomão compilada na Europa medieval. Segundo tradições demonológicas, ele foi um anjo caído que reteve posto real após a rebelião celestial, governando duzentas legiões infernais com autoridade sobre conhecimento oculto do passado presente e futuro. Sua origem entrelaça-se com lendas de reis orientais subjugados por Salomão mediante selos mágicos, transformando-se em entidade invocável que revela segredos cósmicos. Esta narrativa reflete influências de textos herméticos e grimórios renascentistas onde a queda angelical simboliza dualidade entre sabedoria proibida e poder infernal estruturado.
Aparência Simbólica e Corte Infernal de Paimon
Paimon manifesta-se tipicamente como um homem alto coroado com diadema real montado em um camelo dromedário que avança em meio a clamor musical de trombetas e címbalos. Sua corte inclui legiões de espíritos executando melodias harmônicas revelando seu domínio sobre artes liberais e ciências ocultas. Esta imagem evoca soberania infernal combinada com sabedoria acessível a invocadores que oferecem respeito cerimonial adequado. Os símbolos associados incluem o camelo como emblema de resistência em desertos espirituais e a coroa denotando autoridade sobre títulos e dignidades concedidas a quem o conjura corretamente.
Poderes Ocultos e Relações com Outros Reis Infernais
Paimon domina artes liberais ciências ocultas e línguas de espíritos concedendo dignidades familiares e revelando segredos temporais a invocadores devotos. Mantém alianças hierárquicas com reis como Belial e Asmodeu dentro da Ordem Goetia compartilhando legiões e conhecimento proibido que reforçam a estrutura infernal. Essas relações permitem trocas de favores durante conjurações complexas onde sua sabedoria complementa o poder destrutivo de outros demônios. Sua vulnerabilidade a nomes divinos e rituais de exorcismo liga-o a tradições de contenção salomônica preservando equilíbrio entre caos e ordem em grimórios históricos.
Também conhecido como
Relíquias
🏺 Camelo de Paimon
🏺 Coroa Resplandecente
Simbologia
Elemento
Fogo Infernal
Número
9
Cor
Verde Esmeralda
Animais
Camelo
Sigilos:
🏷️ Tracos
Poderes
Fraquezas
Comportamento
Resistencias
🔗 Relacoes com outros seres
📜 Mitologias
As religiões abraâmicas compreendem o judaísmo, o cristianismo e o islamismo, três tradições monoteístas que partilham uma origem comum na figura de Abraão, considerado patriarca nas três. Surgidas no antigo Oriente Próximo, o judaísmo desenvolveu-se entre os hebreus durante o segundo milénio a.C., o cristianismo surgiu no século I d.C. no contexto do judaísmo do Segundo Templo e o islamismo apareceu no século VII na península arábica. Cada uma delas baseia-se em revelações divinas transmitidas por profetas e escrituras sagradas, como a Torá, a Bíblia e o Corão, e sustenta a crença num único Deus criador e juiz.
Fontes
Pseudomonarchia Daemonum
Johann Weyer · 1577
Catálogo de sessenta e nove demónios incluído por Johann Weyer na sua obra «De praestigiis daemonum» (1577). Descreve a hierarquia infernal, os seus graus e atribuições, e é precedente direto da Ars Goetia e da demonologia ocidental posterior.
Ars Goetia
Anônimo · 1650
Primeira seção do Lemegeton ou Chave Menor de Salomão que enumera setenta e dois demônios.
A Chave Menor de Salomão
Anônimo · século XVII
Grimório anónimo do século XVII, também chamado Lemegeton, composto por cinco livros (Ars Goetia, Theurgia-Goetia, Ars Paulina, Ars Almadel e Ars Notoria). Cataloga espíritos celestes e infernais com as suas hierarquias, selos e rituais de invocação.
Dicionário Infernal
Collin de Plancy · 1818
Dicionário demonológico de Collin de Plancy (1818), célebre pelas ilustrações de Louis Le Breton da sua edição de 1863. Cataloga demónios, superstições e seres infernais, e popularizou a imagem visual de muitas entidades da goécia.
Perguntas frequentes
De que forma a origem de Paimon se entrelaça com as lendas de reis orientais subjugados por Salomão?
Paimon surge como um dos setenta e dois reis demoníacos na Ars Goetia. Ele foi um anjo caído que reteve posto real após a rebelião celestial. Sua origem entrelaça-se com lendas de reis orientais subjugados por Salomão mediante selos mágicos.
Que domínio Paimon exerce sobre as artes liberais e as ciências ocultas segundo a tradição goética?
Paimon domina artes liberais, ciências ocultas e línguas de espíritus. Concede dignidades familiares e revela segredos temporais a invocadores devotos. Sua corte inclui legiões de espíritos executando melodias harmônicas que revelam seu domínio sobre estas disciplinas.
Que alianças hierárquicas Paimon mantém com outros reis infernais dentro da Ordem Goetia?
Paimon mantém alianças hierárquicas com reis como Belial e Asmodeu dentro da Ordem Goetia. Compartilha legiões e conhecimento proibido que reforçam a estrutura infernal. Essas relações permitem trocas de favores durante conjurações complexas.
Que símbolos característicos acompanham a manifestação de Paimon na iconografia goética?
Paimon manifesta-se como um homem alto coroado com diadema real montado em um camelo dromedário. Avança em meio a clamor musical de trombetas e címbalos. O camelo simboliza resistência em desertos espirituais e a coroa denota autoridade sobre títulos e dignidades.
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